Há momentos na vida em que o medo parece tomar conta de tudo. As águas ficam agitadas, o caminho se torna incerto e, diante das dificuldades, podemos ter a impressão de que estamos sozinhos.
É, justamente, nesses momentos que Jesus se aproxima e nos diz: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
Não é uma promessa de que jamais enfrentaremos tempestades. Jesus não disse que a caminhada seria sem dificuldades. Ele nos garante algo muito maior: não estaremos sozinhos dentro delas.
A fé não significa ausência de medo. Significa confiar mesmo quando o medo existe. É continuar caminhando quando não conseguimos enxergar, claramente, o caminho; é acreditar que, mesmo quando nossas forças diminuem, Deus permanece presente.
Quantas vezes também nós, diante das tempestades da vida, perguntamos: “Onde está Deus?” A resposta está, justamente, naquela voz que, silenciosamente, nos alcança no meio da turbulência: “Sou eu.”
Jesus conhece nossas fragilidades, nossas angústias e as lutas que carregamos em silêncio. Ele não nos abandona quando a noite chega. Ao contrário, é muitas vezes na escuridão que sua presença se torna mais necessária e mais perceptível.
Por isso, não deixemos que o medo tenha a última palavra. Entreguemos a Deus aquilo que não podemos controlar e façamos a nossa parte com serenidade, fé e esperança.
“Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
Que essas palavras de Jesus encontrem morada em nosso coração e nos ensine a atravessar as tempestades da vida com a certeza de que, mesmo quando não O vemos, Ele está conosco.
E quando a nossa fé vacilar, que possamos recordar: a tempestade pode ser grande, mas maior é Aquele que caminha conosco.
Salvador-BA, 8 de agosto de 2026
José Joaquim de Oliveira
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