“Lembrai-vos, ó Pai, da Vossa Igreja”

Esta súplica, tantas vezes repetida em nossas celebrações, é mais do que uma oração pela Igreja: é um pedido para que Deus jamais permita que ela se afaste da missão que recebeu de Cristo.

A Igreja é formada por homens e mulheres, com suas virtudes, limitações, fragilidades e contradições. Por isso, precisa continuamente da misericórdia de Deus. Não é uma comunidade de perfeitos, mas de pessoas que caminham na fé, buscando a conversão e procurando viver o Evangelho.

Quando pedimos ao Pai que se lembre de sua Igreja, pedimos também que se lembre de todos nós. Que fortaleça os que anunciam o Evangelho, console os que sofrem, ilumine os que tomam decisões e dê coragem aos que trabalham pela justiça, pela paz e pela dignidade humana.

Que a Igreja saiba acolher sem preconceitos, perdoar sem medidas e servir sem esperar recompensas. Que não tenha medo de estar ao lado dos pequenos, dos pobres, dos esquecidos e daqueles que procuram um sentido para a própria vida.

“Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja” é também um convite à responsabilidade. Não podemos pedir uma Igreja melhor sem reconhecer que essa melhoria começa, primeiro, em nós, que fazemos parte dela. Cada gesto de amor, cada palavra de esperança, cada atitude de perdão e cada serviço prestado ao próximo também ajudam a construir a Igreja que desejamos.

Que o Espírito Santo a conduza pelos caminhos do nosso tempo, preservando nela a fidelidade ao Evangelho e renovando sua capacidade de anunciar, com humildade e coragem, que Cristo continua vivo entre nós. E que jamais percamos a fé, a esperança e o amor.

Salvador-BA, 15 de agosto de 2026.

José Joaquim de Oliveira

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José Joaquim de Oliveira

Engenheiro elétrico aposentado, com carreira em telecomunicações no Brasil e exterior. Escreve sobre memória, fé e vida cotidiana. Saiba mais →


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