Há dias em que as lembranças mais profundas parecem ganhar mais peso. Recordações de pessoas que passaram por nossas vidas, lugares, momentos felizes ou perdas podem despertar uma saudade intensa e uma tristeza difícil de explicar.
O passado, sobretudo quando foi significativo, não desaparece; ele permanece em nós, às vezes como fonte de alegria, outras vezes como motivo de melancolia.
Nem toda tristeza é um inimigo a ser combatido. Em certas ocasiões, ela é apenas a expressão de um amor que marcou. Sentir-se triste e recordar é sinal de que houve algo por demais precioso que marcou a nossa vida.
É importante que as lembranças não se transformem em prisão. O passado merece ser honrado, mas a vida continua a nos convidar para o presente. Aquilo que já foi vivido não pode ser mudado, mas pode ser integrado com serenidade e gratidão, mesmo quando as lembranças nos tragam lágrimas.
Se hoje as recordações estão particularmente dolorosas, talvez seja este o dia de acolhê-las sem pressa, conversar com a minha amiga, rezar, escrever ou, simplesmente, permitir-se um pouco de silêncio.
Tudo passa e essa tristeza também vai passar.
Salvador-BA, 13 de junho de 2026
José Joaquim de Oliveira
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