Ao meu sobrinho Fuiz Filipe

Quando se completa mais uma volta em torno do Sol, há sempre algo de mágico que acontece — mesmo que pareça sutil, quase imperceptível. É como se o tempo, por alguns instantes, fizesse uma pausa, tomasse fôlego, e permitisse que a gente respirasse fundo, sentisse o gosto de ser família, de ser laço que atravessa gerações, memórias, risos e nostalgias.

Luiz Filipe faz hoje 37 anos. Trinta e sete voltas inteiras — mais do que um número, uma coleção de momentos, de conquistas, de aprendizados, de quem vai se tornando cada vez mais ele mesmo. Ele, sobrinho querido, filho amado de minha irmã Mosa e de meu cunhado Luiz Carlos que celebram hoje com tanto carinho e com tanta luz nos olhos.

Lembro de quando ele era menino — ah, como as manhãs de infância se acendiam com a inocência dele! Brincando no quintal da casa de Sapeaçu-Ba, o mundo inteiro cabendo nas suas mãos pequenas. Em cada riso, em cada corridinha descompassada, já se via ali uma promessa de quem ele se tornaria: alguém capaz de iluminar o ambiente com sua presença.

E hoje, 37 anos depois, vejo que essa promessa se cumpriu, e continua se cumprindo. Porque aniversário — além das festas, do bolo, das velas — é reconhecimento do que vivemos. É celebrar os acertos, mas também os tropeços, os percursos inesperados, as estradas que a gente não planejou, mas que acabaram por gerar aprendizados de valor incalculável.

Imagino a mesa posta com bolo que carrega mais do que açúcar — carrega histórias, carrega desejo, carrega o carinho de quem desejou que tudo desse certo para você. As vozes que cantam “Parabéns”, os cumprimentos, o abraço apertado de quem quer dizer, mesmo sem palavras: “Você é importante para mim. Você fez diferença em minha vida.”

Mosa e Luiz Carlos, certamente, sorriem mais hoje — esse tipo de sorriso que vem do coração, de quem acompanhou cada passo, cada susto, cada vitória do filho. Um misto de orgulho e ternura. Um misto de gratidão por tê-lo ali, vivo, inteiro, atravessando as fases da vida.

E é assim que deveria ser sempre: celebrar não só o que somos, mas o que fomos, o que estamos sendo, o que ainda podemos ser. Luis Filipe, que seus 37 anos sejam mais do que um marco; que sejam um portal para novos sonhos, novas alegrias, novos encontros. Que a saúde o abrace, que o amor o acompanhe, que a paz more em seus passos.

Parabéns, Luiz Filipe!

Parabéns, Mosa e Luiz Carlos — por seu filho que os alegra tanto. Que hoje seja festa, que hoje seja carinho, que hoje haja riso, música, mesa farta, afeto. Que hoje — e todos os dias — seja celebrado o milagre silencioso de existir, de amar, de pertencer e que venham muitos anos mais, repletos de promessas cumpridas, de surpresas boas, e de vida que floresce.

Salvador-BA, 14 de setembro de 2025.

Jose Joaquim de Oliveira

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José Joaquim de Oliveira

Engenheiro elétrico aposentado, com carreira em telecomunicações no Brasil e exterior. Escreve sobre memória, fé e vida cotidiana. Saiba mais →


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