A Luz Que Se Acende

O calendário litúrgico se renova, e com ele, nossos corações são convidados a um novo início. É o Primeiro Domingo do Advento, a aurora de uma espera cheia de esperança. A coroa de Advento, com seus ramos verdes, aparece novamente, trazendo no centro o símbolo da vida que não perece. A primeira vela é acesa, tímida como o amanhecer, mas carregada de significado. Ela anuncia que algo grandioso está por vir.

Nas igrejas, o tom é de expectativa. O roxo predomina, um convite à reflexão, à preparação. Não é apenas uma espera passiva, mas um chamado à conversão. O Evangelho nos lembra: “Vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora.” Não se trata de um medo iminente, mas de um convite à prontidão. O Advento é um tempo para olharmos para dentro, reorganizarmos as prioridades e voltarmos nossos olhos para a verdadeira Luz.

Em nossas casas, pequenos rituais começam a ganhar espaço. Talvez uma árvore que começa a ser montada, um presépio cujas peças, ainda incompletas, aguardam a chegada do Menino. No coração, o mesmo movimento: uma preparação para acolher o Cristo que vem.

O Primeiro Domingo do Advento é como abrir a primeira página de um livro repleto de promessas. É o início de um caminho que nos levará à manjedoura de Belém. A cada passo, a cada vela acesa, nos aproximamos do mistério do Natal.

E assim, a chama da esperança se acende. Ela nos lembra que, mesmo nos momentos de escuridão, há uma luz que nunca se apaga. Essa luz, que agora é uma centelha, se tornará esplendor quando celebrarmos a chegada d’Aquele que é a Luz do mundo.

Que neste Primeiro Domingo do Advento, possamos acender a chama da espera em nossos corações e preparar o caminho para o Rei que vem.

Em sendo assim, faz-se um apelo aos cristãos a fim de que vivam de maneira mais profunda as práticas específicas do Cristianismo, tais como: a caridade, o batismo, a vigilância na fé, na oração, na busca de reconhecer no outro o Cristo que vem nos acontecimentos da vida; a conversão, procurando consertar os próprios caminhos e andar nos caminhos do Senhor para seguir Jesus em direção ao Reino do Pai; o testemunho da alegria que Jesus traz, através de uma caridade paciente e carinhosa para com os outros; a simplicidade interior de um coração disponível para Deus, como Maria, José,
João Batista, Zacarias, Isabel; a alegria, na feliz expectativa do Cristo que vem e na inquebrável certeza de que Ele não falhará.

Salvador-Ba, 30 de novembro de 2024
José Joaquim de Oliveira

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José Joaquim de Oliveira

Engenheiro elétrico aposentado, com carreira em telecomunicações no Brasil e exterior. Escreve sobre memória, fé e vida cotidiana. Saiba mais →


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