Hoje, a Igreja celebra com muita alegria a Solenidade de São Pedro e São Paulo, colunas do anúncio do Evangelho e fiéis a Cristo até o martírio. Façamos memória a esses dois grandes apóstolos que sustentam a Igreja com seu exemplo e intercessão. Pedro, escolhido por Jesus para confirmar os irmãos na fé, permanece presente no ministério do Papa, seu sucessor. Paulo, incansável missionário, nos recorda que a Palavra deve ser levada a todos os povos. Que esta memória fortaleça em nós o amor à Igreja, nossa comunhão com o Papa e o compromisso de viver e anunciar o Evangelho com coragem e fidelidade.
Eles são celebrados juntos
como se fossem um só, conforme frisou Santo Agostinho, embora tenham sido martirizados em anos diferentes, Pedro e Paulo testemunharam com sangue, a força do Evangelho.
Eles foram heróis em Roma, o centro do mundo na época. Ambos sofreram a implacável perseguição do Império Romano, por intermédio do imperador Nero: Pedro foi crucificado de cabeça para baixo por volta do ano 64 e Paulo decapitado em 67 da nossa Era.
Pedro, a “rocha” do primado e Paulo o grande missionário representam os dois fundamentos da Igreja Primitiva
Nunca é demais lembrar que Pedro, escolhido por Jesus — “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18); foi o primeiro Papa e testemunha da ressurreição de Cristo.
Paulo, ex-perseguidor dos seguidores de Cristo, convertido no caminho de Damasco, tornou-se o maior “Apóstolo dos Gentios”, pregando, incansavelmente, e escrevendo as Epístolas fundamentais que estruturaram a Igreja.
Ambos selaram sua pregação com o derramamento do próprio sangue, modelo supremo de testemunho de fé.
Vale salientar que a fé apostólica na Igreja é construída sobre os testemunhos dos apóstolos, mantida viva pela sucessão dos bispos, especialmente o Papa, sucessor direto de Pedro.
Em sendo assim, nós também somos chamados à Missão Universal inspirada em Paulo, a anunciar o Evangelho sem fronteiras.
Salvador-Ba, 28 de junho de 2025
José Joaquim de Oliveira
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