Uma crônica aos meus amigos

Amizade é o alicerce invisível que sustenta os passos mais incertos e celebra os momentos mais sublimes. Ao longo da vida, colecionamos histórias, risos e até silêncios que falam mais que mil palavras.

Lembro-me das conversas despreocupadas sob a sombra dos cajueiros de meu avô, quando o tempo parecia uma ilusão. Não havia pressa, apenas a certeza de que o agora era nosso. Ríamos das coisas banais e discutíamos ideias grandiosas como se fóssemos resolver o mundo ali mesmo, entre goles de refresco de mangaba e sonhos juvenis.

Alguns amigos vieram e ficaram, enquanto outros, como folhas levadas pelo vento, seguiram seu curso natural. Outros ainda, por força das encruzilhas do destino, nem posso mencioná-los. Mas todos deixaram marcas, como pequenos traços em um quadro que nunca para de ser pintado. Há algo de mágico em perceber que cada amizade, mesmo que breve, carrega a eternidade de um instante único.

Aos que caminham comigo até hoje, vós sois a prova viva de que o tempo é irrelevante diante daquilo que é verdadeiro. Não importa quantos anos passem ou quão distantes estejam os nossos caminhos, basta um encontro, um abraço, ou mesmo uma palavra para reavivar tudo aquilo que nunca foi esquecido.

Hoje, escrevo esta crônica como quem abre o coração para agradecer ao meu Bom Jesus. Agradecer pelo apoio nas horas difíceis, pelas risadas que encheram de luz os dias cinzentos e, acima de tudo, pela cumplicidade que transcende qualquer explicação.

Amigos, vós sois os capítulos indispensáveis da minha história. Que venham mais réveillons, mais histórias e mais motivos para celebrar essa conexão tão genuína. Afinal, na grande obra da vida, vós sois as cores que fazem tudo valer a pena.

Salvador-Ba, 31 de dezembro de 2024

José Joaquim de Oliveira

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