Dezembro chega como um suspiro final de um longo ano, com suas memórias, conquistas e lições. O mês carrega consigo um aroma único, uma mistura de saudade, esperança e renovação. É tempo de olhar para trás, com olhos generosos, e perceber os caminhos percorridos, os desafios superados e os sonhos que ainda aguardam sua vez.
As ruas se enfeitam, as luzes piscam e, no vai e vem das vitrines, sentimos o frenesi das festas. Mas, entre uma compra e outra, é impossível não perceber o convite sutil que o mês nos faz: parar e pensar. Pensar nas promessas que fizemos em janeiro, naquilo que ficou por fazer e no que aprendemos ao longo da jornada. Dezembro nos empurra para o balanço, para a contabilidade da alma.
É o momento de celebrar o que foi conquistado, mas também de abraçar o que não deu certo, afinal, é nos tropeços que crescemos. Dezembro nos lembra que não precisamos carregar tudo para o próximo ano. Alguns pesos podem ser deixados, algumas histórias podem ser encerradas.
E, enquanto o relógio corre rumo à meia-noite do dia 31, percebemos que o tempo não é nosso inimigo, mas um mestre generoso. Dezembro, com sua calma disfarçada de pressa, nos ensina que reflexões são sementes. O que plantarmos agora germinará em janeiro.
Assim, que este mês seja um espaço de pausa, de reconexão com o que importa. Porque, no fundo, dezembro não é só um final; é também um começo.
Salvador, 1⁰ de dezembro de 2024
José Joaquim de Oliveira
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